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FORMULÁRIO PARA APRESENTAÇÃO DE PROJETO 2010 PDF Imprimir E-mail

IDENTIFICAÇÃO DO PROJETO (Indicar o nome do Projeto de forma clara e sucinta)

 

Título:

Área/eixo de atuação (*1):

Escolher  dentre as seguintes áreas/eixos:

(   ) Telecentros Comunitários

(   ) Arte e Cultura

(   ) Cemps

 

 Localidade (povoado, cidade):

 

Período de Execução (em meses)

 

Início (DD/MM/AAAA)                           Término (DD/MM/AAAA)

 

2. IDENTIFICAÇÃO DO PROPONENTE

 

Entidade:

CNPJ:

Endereço:

Município:

Telefone: (    )

Dirigente ou responsável pelo projeto

Cargo/ função

C.I                                Órgão Expedidor:

CPF

Endereço residencial:

Cidade:

 

3 - JUSTIFICATIVA, SITUAÇÃO PROBLEMA E BENEFÍCIOS (Descrever as razões (causas) que levaram à proposição e qual o problema real a ser enfrentado, evidenciando os benefícios econômicos e sociais, ou de outra natureza, a serem alcançados pela população alvo. O ponto de partida é a situação que se pretende enfrentar e transformar por meio da implementação do projeto)

a.        Contexto local ( realidade existente)

 

b.       Justificativa (razões que explicam porque se deseja modificar essa realidade)

 

c.       Benefícios (os resultados que o projeto produzirá em benefício da comunidade)

               

                                     

4– ÁREAS GEOGRÁFICAS ABRANGIDAS (Indicar a(s) comunidade(s) abrangida(s)

Município

Comunidade (rural ou urbana)

 

5 – PÚBLICO - ALVO(Identificar as principais características da população local – demográficas, sócio-econômicas, sócio-políticas, culturais, ambientais e comportamentais (quilombolas, assentamentos, quebradeiras de coco, pescadores, trabalhadores rurais, etc)

 

 

 

 6 – OBJETIVO GERAL (Explicitar qual a situação que o projeto vai modificar).

                            

 

 

7 – Objetivos Específicos (São os resultados que se pretende alcançar com a execução do projeto, em conseqüência do trabalho a ser realizado. Preencher o quadro listando os objetivos específicos por ordem de prioridade).

 

Enunciado

Efeitos Esperados

01

 

 

  

02

 

 

  

03

 

  

 

04

 

  

 

  8 – ATIVIDADES E RESULTADOS (Preencher o quadro listando para cada objetivo específico as atividades que serão realizadas. As atividades correspondem às tarefas fundamentais a serem executadas no âmbito do projeto e que podem ser claramente identificadas e gerenciadas. Devem estar necessariamente vinculadas ao objetivo geral)

Objetivo específico

Atividade

1

 

 

 

 

 

2

 
 
 
 

3

 

 
 
 

4

 

 
 
 

9 – CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO (Inserir no quadro as atividades descritas no item anterior)

Objetivo específico

Atividade

Mês

 

 

01

02

03

04

05

06

07

08

09

10

11

12

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

10 – ORGANIZAÇÕES COM AS QUAIS O PROJETO FARÁ PARCERIAS

Tipo de Organização

Tipo de Parceria

Financeira

Não Financeira

Governamentais

 

 

Movimentos Sociais

 

 

Empresariais

 

 

ONG’s

 

 

Outras(Especificar)

 

 

                                     

 

11 – ESTRATÉGIAS (Descrever para cada item as estratégias a serem utilizadas para a execução do projeto)

11.1 Quanto à sustentabilidade financeira e técnica:

11.2 Quanto aos tipos de atividades e ferramentas pedagógicas:

11.3 Quanto aos instrumentos de participação da comunidade e controle social:

11.4 Quanto aos mecanismos de articulação, comunicação e promoção de parcerias:

11.5 Quanto à interação com as políticas públicas municipais , estaduais e federais:

 

  12 – ORÇAMENTO EM R$  (Indicar os recursos financeiros necessários para o desenvolvimento do projeto. Identificar em separado os recursos da contrapartida)

Natureza da despesa (Especificar o elemento de despesa correspondente à utilização dos recursos)

Total ( Registrar o valor por elemento de despesa em R$ 1,00)

Fonte de Financiamento

Fundo Instituto Baixada

Contrapartida

1. Despesas de capital (investimentos, compras de equipamentos...)

 

 

 

1.1 Materiais de Consumo (pedagógicos, didáticos, expediente, xerox..)

 

 

 

1.2 Serviços de terceiro e monitorias

 

 

 

1.3 Outras despesas correntes (insumos, passagens, eventos, livros)

 

 

 

2. Despesas de Capital

 

 

 

2.1 Obras civis

 

 

 

2.2 Equipamentos e material permanente

 

 

 

2.3 Outras despesas de capital

 

 

 

Total Geral

 

 

 

13. VALOR SOLICITADO AO FUNDO: R$

 

14 – CRONOGRAMA DE DESEMBOLSO (Inserir os valores em R$ 1,00 das parcelas mensais a serem aplicadas de acordo com a previsão de execução das ações segundo os elementos de despesa)

 

Natureza da despesa (Utilizar a mesma nomenclatura do item 12)

Mês

 

01

02

03

04

05

06

07

08

09

10

11

12

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

15 – EQUIPE TÉCNICA DO PROJETO (Identificar o coordenador do projeto e a equipe técnica que o integra destacando, a função,  formação profissional e o tempo de dedicação ao projeto)

Nome do Profissional

Função

Formação

Tempo de dedicação (%)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Local:                                                                                            

Data:   DD  / MM /AAAA /

 

Coordenador do Projeto (nome e contato)

 

 

Assinatura

Proponente/dirigente da organização (nome e contato)

 

 

Assinatura

           

 

16. DOCUMENTOS ENVIADOS

 

A proposta do projeto deverá  ser acompanhada dos seguintes documentos da entidade solicitante (favor indicar os documentos que estão sendo enviados e explicar o porquê de não estar mandando os demais, quando for o caso):

 

Cópia do Estatuto Social (propoenente e parceiro) mais recente                               

Sim ( ) Não ( )

 

Cópia da Ata de Fundação (propoenente e parceiro)

Sim ( ) Não ( )

 

      Cópia da Ata de eleição da última diretoria (propoenente e parceiro)

      Sim ( ) Não ( )

 

Cópia do CNPJ (no caso de não ter Cadastro de Pessoa Jurídica encaminhar o do parceiro que receberá o recurso)

Sim ( ) Não ( )

Cópia do certificado de inscrição da instituição (proponente ou parceiro) no Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente  Sim ( ) Não ( )

Relação com nomes, endereços, CEP, telefones, e-mail e Profissões dos atuais componentes da diretoria (propoenente e parceiro)

Sim ( ) Não ( )

 

 
I AUDIÊNCIA PÚBLICA DO INSTITUTO COMUNITÁRIO BAIXADA MARANHENSE PDF Imprimir E-mail

Com a participação de 60 baixadeiros e 9 convidados de outras partes do país e da América do Sul, o Instituto Baixada realizou no dia 9 de março de 2009, no Auditório do Centro de Ensino Médio e Profissionalizante de São Bento, das 9 às 11 horas, a I Audiência Pública para discutir prioridades para o apoio a projetos na Baixada.

Leia mais...
 
FÓRUNS DA JUVENTUDE ELEGEM CÂMARA JUVENIL DO INSTITUTO BAIXADA PDF Imprimir E-mail

 

 

A Câmara Juvenil é um órgão consultivo e propositivo do Instituto Comunitário Baixada Maranhense, instância definida pelo Estatuto, para garantir aos jovens poderem elaborar e propor ações voltadas para  o desenvlvimento da juventude baixadeira.

 

Neste primeiro momento, o Instituto Baixada definiu que os Fóruns da Juventude conduzam a escolha dos representantes das Câmaras. O primeiro coletivo constituinte dessa Câmara será  composto por dois jovens (um titular e um suplente), oriundos de cada Fórum da Juventude existente na Baixada Maranhense. Representarão os seguintes municípios: Arari, Cajari, Matinha, Olinda Nova do Maranhão, Palmeirândia, Penalva, São Bento, São João Batista, São Vicente Férrer e Viana.

 

O mandato dos eleitos terá duração de um ano. A primeira eleição da Câmara Juvenil aconteceu no dia 22 de março de 2009, no município de Viana, durante o V Encontro de Fóruns da Juventude. Essa eleição aconteceu, de acordo com a seguinte sistemática:

1 - Três jovens, indicados por cada Fórum em assembléia geral realizada anteriormente em cada cidade, apresentaram-se no Encontro e falaram da importância de participar da Câmara Juvenil e porque deveriam ser escolhidos.

2 – O conjunto dos jovens participantes do encontro reuniu-se em grupos, por município, para votação em dois dos três candidatos de cada cidade.

3 – Apuração dos votos, realizada pela mesa coordenadora, formada por jovens do Instituto Baixada de quatro cidades: Arari, Cajari, São Vicente Ferrer, Matinha.

4-  Apresentação dos resultados e posse dos eleitos.  

 

Os dois mais votados ficaram com as vagas de titular e suplente, respectivamente.

Os  eleitos  foram:

ARARI – Antonia Maria Oliveira (titular)  e Jânio Bógea ( suplente)

CAJARI – Florenilson Silva Costa (titular) e Diane Viveiros (suplente)

VIANA – Alexon Mendonça (titular) e Marcio Belfort (suplente)

PENALVA – Fernanda Ramos (titular) e Franciane Ramos (suplente)

MATINHA – Denilson Freitas (titular) e Elicelma Trindade (suplente)

OLINDA NOVA – Sildilene Freitas (titular)

S. J. BATISTA – Regiane Silva (titular) e Josef Pires (suplente)

S. V. FERRER – Elizângela Pereira (titular) e Maria Franci (suplente)

S. BENTO -  Letícia Martins (titular) e  Carlos Andre Alves (suplente)

PALMEIRÂNDIA – Ivanderson Campos (titular) e Daniel Ferreira (suplente)

 

Foi mais um momento importante de exercício de práticas de democratização no âmbito do conjunto dos Fóruns da Juventude, no qual todos os presentes puderam votar e escolher os representantes de cada município, que dinamizarão essa instância  de discussão e proposição de estratégias, que possam ajudar no fortalecimento das ações da juventude e no desenvolvimento da região da Baixada Campos e Lagos Maranhense.  

 
PRESIDENTE DA COOPERLAGOS FALA DAS PERSPECTIVAS PARA A BAIXADA MARANHENSE PDF Imprimir E-mail

 

 

Entrevista com Rui Alencar, presidente da Cooperlagos

 

1 – Como você vê a Baixada hoje, cinco anos depois do início dos projetos do CIP Jovem Cidadão?

Rui Alencar - Poderia responder com uma só palavra que seria o bastante, no entanto não ficaria muito bem, poderia  ficar muito reduzido. A palavra é auto estima. Hoje, depois de tudo que foi realizada podemos dizer, sem demagogia, que nós temos uma região linda, fértil, com grande potencial de desenvolvimento e que aqui é possível vivermos, estudarmos, trabalharmos, criarmos os nossos filhos...hoje podemos dizer que aqui nós temos futuro e essa certeza  em dizer tudo isso é fruto  do trabalho que foi realizado nesses cinco anos. Ainda lembro da primeira pergunta que nos fizeram no início do projeto. Qual é o seu sonho? O sonho de todos nós era buscar uma realização profissional bem longe daqui. Hoje, aqui queremos ficar, queremos estudar, trabalhar, viver e morrer.

 

2 – Como percebe a inserção dos jovens que se formam no CEMP no desenvolvimento da Baixada? Eles estão atuando na área de sua formação?

R.A. - O CEMP foi uma novidade e como era novidade muitos entraram por curiosidade ou por não terem outra coisa para estudar, talvez tenha sido por isso que alguns alunos não conseguiram se manter e darem continuidade aos estudos. Já outros jovens conseguiram ver no curso técnico uma oportunidade de seguir uma carreira. Porém, pelo grande número de alunos que foram matriculados no primeiro ano de agroecologia eu considero que ainda são poucos os que estão atuando na sua área e que conseguiram enxergar no curso uma oportunidade de desenvolvimento. No entanto, hoje já percebemos uma postura diferente nos novos alunos  em relação a acreditar que através do CEMP poderão ter um futuro diferente.

 

3 – Qual o papel da Cooperlagos para potencialização do desenvolvimento da agroecologia na Baixada?

R.A. - A Cooperativa tem um papel muito importante, já que ela foi criada com o objetivo de incentivar a produção orgânica e fortalecer a agricultura familiar, num território que não tinha nenhuma ação nesse sentido. Hoje podemos perceber que já há uma aceitação maior dos agricultores em mudar da agricultura convencional para a agricultura agroecológica e uma procura pelos produtos orgânicos por parte dos consumidores. Isso fica visível nas feiras que são realizadas no território.

 

4 – Você acha que o CEMP é um ponto de desenvolvimento do território dos Campos e Lagos Maranhenses? Por quê?

R.A. - Sim, porque nós temos um grande potencial agrícola, turístico...que pode ser potencializado, no entanto, somos carentes de profissionais  nessas áreas. A formação técnica desses alunos através dos CEMP’s é a oportunidade de termos  pessoas qualificadas dos próprios municípios para atuarem nessas áreas. Dessa maneira teremos um território fortalecido e não precisaremos buscar pessoas de fora para realização do trabalho nessas áreas.

 

 

 

 

 
Instituto Baixada promove Espaço de Diálogo sobre Fundações e Fundos Comunitários PDF Imprimir E-mail

 

 Seminário no American Flat

O Instituto Baixada promoveu nos dias 06 e 07 de março de 2009 durante II Seminário o Espaço de Diálogo sobre Fundações e Fundos  Comunitários. Estiveram presentes:

Ao longo do Seminário fomentou-se o diálogo sobre fundações e fundos comunitários a partir da contextualização da Baixada feita por Cezar Roberto e Bianka Pereira (Instituto Baixada) e da apresentação do histórico do Instituto Baixada por Regina Cabral (Formação).

Andrés Thompsom (Fundação Kellogg) fez uma retrospectiva sobre o histórico de criação das Fundações Comunitárias nos EUA, a primeira criada em 1914, e uma indicação sobre os diferentes tipos de Fundações Comunitárias que existem: corporativas (empresariais), familiares, independentes e comunitárias. Esse último tipo de Fundação tem crescido muito nas últimas décadas.

Esse crescimento, segundo sua avaliação, resulta do fato de ter se constituído um grande acúmulo de riqueza no hemisfério Norte. Esse volume de recursos existentes passou a ser, de algum modo, o motivo pelo qual foram sendo criadas as Fundações em regiões de baixo índice de desenvolvimento, ou nas comunidades diversas, com a perspectiva de uso dessa riqueza para o bem-comum.

No mundo das fundações existem poucos exemplos como o Instituto Baixada Maranhense. O caso da baixada é um caso muito genuíno de uma mobilização intensa de organização para chegar a um processo de desenvolvimento de uma Fundação.

O conceito de Fundação não corresponde a todas as formas e concepções reais. Há um mundo diverso e não existe um modelo que possa abarcar essa totalidade e essa diversidade. Por exemplo, em Nova York há fundações até por bairros.

É impossível comparar essas situações dos EUA com o ICOM ou com o Instituto Baixada. Em 1914, quando foi criada a primeira Fundação nos Estados Unidos, a sua construção foi na forma de :

-         atrair recursos; fazer a gestão desses recursos e realizar um crescimento contínuo desses recursos. Não houve o foco nos lugares onde não havia riqueza, mas onde ela existia. Houve um processo de conscientização desses setores de concentração de riqueza para assumir um projeto relacionado aos setores onde havia carência, mediante: doações individuais, fundos fechados pelo doador (investimento de recurso com uma destinação definida pelo doador).

 Em que medida as Fundações Comunitárias estão mudando a realidade, ou apenas reproduzindo o ciclo da riqueza?

O Instituto parte para procurar recursos para depois decidir como distribuir esses recursos para fortalecer outras organizações. Por exemplo, a Fundação Kellogg decidiu agora que seus recursos serão destinados à realização de projetos para promover a justiça social, priorizando as ações para  superação da discriminação étnica.

O sonho das Fundações é conseguir recursos autônomos e independentes. Essa tensão que existe entre as necessidades e as definições de prioridades impostas pelo doador é um ponto que exige muita capacidade de gestão das Fundações. Há um desafio de construção financeira permanente.

A figura dos embaixadeiros pode ser um modo diferente e interessante de realizar esse processo de construção. Podem ser estimuladas as pessoas, embaixadeiros, há se tornarem doadores individuais.

As Fundações precisam de um tempo longo para se constituírem. No caso do Instituto Baixada, vejam que foi um tempo de quase seis anos de reflexão, sendo mais acelerado nos últimos três anos, para que ocorresse a sua criação. Ela nasceu agora e é ainda um bebê.

O Instituto Baixada está começado e o alicerce tem que ser muito bem construído. A idéia  de teto é muito boa, mas remete ao alicerce também. Por isso, é muito importante pensar no longo prazo. Como se construirá o quadro de lideranças para as próximas décadas.

A questão de quem vai fazer a construção dessa casa deve ser pensada a longo prazo. A questão da legislação também precisa ser enfrentada para que se altere esse quadro da realidade das fundações comunitárias no Brasil.

Precisa ser uma questão permanente saber como se continua construindo capacidade de resposta às comunidades. Existe um histórico de fundações que se distanciam dos interesses comunitários.

Vamos ter que pensar de que modo se continua trabalhando em sintonia com as organizações e comunidades da baixada.

Lúcia Dellagnelo (ICOM) – percebe no mundo das fundações uma distinção entre FC vinculadas aos interesses dos doadores e aquelas que estão relacionadas às necessidades das comunidades. Acho que as Fundações fora dos EUA estão ficando diferentes, talvez mais próximas das comunidades. No Canadá, por exemplo isso é muito diferente.

Fatima Felix (Formação) ressaltou a importância do movimento orgânico na Baixada para a constituição de uma Fundação Comunitária nesse território.

Numa contribuição sobre o aspecto jurídico os advogados Rodrigo Oliveira (Formação) e Bruno Teatine (FUNDEP), destacaram os desafios  atuais para Fundações Comunitárias no Brasil, dada a falta de definição legal desse tipo de fundação, o que dificulta também a própria captação de recursos, por falta de um marco jurídico e tributário.  Enfatizaram aspectos muito importantes para o funcionamento de uma fundação: gestão financeira, controle interno, controle externo, controle do fisco, controle do doador, controle do destinatário da doação.

Um destaque foi feito ao fato de que pendências fiscais podem ser uma ameça para os fundos. A questão contábil é um grande desafio e é a partir dele que são criados mecanismos que podem solucionar esses impasses.

Segundo Bruno, é preciso mudar a mentalidade do doador para que ele se disponha a acompanhar a aplicação dos recursos e também se envolva na finalidade social da instituição. Talvez pensar sobre os Direitos do Doador poderia fazer impulsionar o debate sobre a potencialidade dos doadores. Esse modelo das fundações é fértil e o marco regulatório pode vir depois.

Jaqueline de Camargo (Fellow da CUNY) tratou de alguns aspectos muito relevantes, a partir de seu foco principal: a busca de uma teoria para avaliar impactos do trabalho com juventude e da ação das Fundações Comunitárias.

Segundo sua avaliação, existe um potencial muito evidente no trabalho realizado na baixada. Para ela, pode ser fortalecida a articulação interna, mas também pode se dar uma articulação do Instituto com outras organizações, estabelecendo outras conexões com um movimento maior.

Sua preocupação está ligada à questão da justiça social e o trabalho que as Fundações comunitárias realizam com essa finalidade. Esse marco da justiça social se estabeleceu num debate no Canadá, em 2004.

Os tipos de Fundações Comunitárias carregam sementes de um forte movimento que pode ser ainda mais vigoroso mediante o estabelecimento de um diálogo realizado de modo sistemático e sistematicamente com outros grupos e lideranças juvenis comunitárias.

Fabiana Hernándes Abreu (Fellow da CUNY) dialogou sobre o trabalho desenvolvido no âmbito de sua instituição de origem no Departamento de Colônia. Esse projeto de constituição de uma Fundação Comunitária teve como origem o Projeto Região Social.

Sinteticamente pode-se apreender que a sistemática do projeto tinha como estrutura de base a constituição de mesas sociais (articulações locais) das quais emergiam as agendas locais e essas agendas eram debatidas no Comitê de Projetos do Fundo Região Colônia, definindo prioridades que passaram a definir critérios para o apoio de projetos financiados em nível local, para as organizações das localidades.

Após essas falas, vários conselheiros do Instituto Baixada (Ailton, Lozangela, Jean, Alex) intensificaram o diálogo ao se manifestaram falando da importância do que já tem sido feito na Baixada e de não se perder o foco. Também ressaltaram a importância da experiência com elaboração de projetos, gestão do fundo de apoio a organizações juvenis o que possibilitará uma maior maturidade na gestão dos fundos do Instituto.

Esse foi um momento muito rico porque os jovens conselheiros do Conselho Comunitário puderam demonstrar a sua sintonia em relação aos temas em debate e, ao mesmo tempo, as suas observações e análises muito pertinentes sobre a necessidade de se manter muito ativado o sistema de relações estabelecidas entre as organizações do território da baixada e o Instituto Baixada maranhense, para que ocorra um processo de influência recíproca, mas, principalmente, de fortalecimento recíproco, com o foco muito forte sobre os interesses comunitários.

Após essa roda de conversa muito dinâmica, foi a vez do Superintendente Geral da FUNDEP (Prof.Ademir Ribeiro) fazer a sua exposição muito didática e apresentando recomendações muito importantes para o desenvolvimento do Instituto Baixada.

Sua visão de Fundação passa necessariamente pelo seu modo de funcionamento ético e rigorosamente adequado à realização de suas finalidades, para que possa se constituir como organização que tem credibilidade demonstrada a  partir de sua prática. Isso requer capacidade de captação de fundos e, também, de gestão desses recursos, com transparência, com capacidade de organização de suas referências aos doadores e aos destinatários.

Principalmente, foi destacado por ele o vigor que parece está muito claro nesse trabalho realizado pelo Instituto Baixada, sendo necessário cuidar do seu crescimento. Ele colocou-se à disposição do Instituto para todo o apoio necessário, inclusive para qualquer consulta feita a ele diretamente, pois sentiu-se muito gratificado por conhecer esse esforço feito pelo Instituto.

Gabriel Ligabue (Fundação Tide Setubal) ressaltou o contraste de uma grande cidade como São Paulo com contextos tão distintos: da riqueza e da pobreza, lado a lado. Detalhadamente foi exposto como está estruturado o trabalho dessa Fundação, sempre fazendo articulações com o debate anterior.

Ciro José e Roberta Abreu (Instituto Baixada) fecharam essa etapa do Seminário apresentando uma proposta de campanha de arrecadação de fundos para a Baixada, que em breve estará sendo divulgado neste site.

 
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